quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sinal do Cristão


Sinal da Cruz


Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos, em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo Amém! 
Em casa, desde pequenos aprendemos a fazer o sinal da Cruz, quando chegamos à catequese somos reforçados a praticar esse gesto bonito  que nos identifica como cristãos, e olha que significado bonito : Seguidor de Cristo.
Costumamos fazer o Sinal da Cruz, antes das orações ou pelo menos uma vez ao dia. É preciso fazer o gesto e invocar a Santíssima Trindade ao mesmo tempo, senão ficamos meio que vazios, banalizando um ritual bonito e importante para nós cristãos num gesto rápido sem sentido.
O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como nossa primeira oração, para que Deus pelos méritos da Cruz de seu Divino Filho nos proteja durante todo o dia. Com este sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra nossos inimigos, àqueles que atentem contra a nossa pessoa, para nos causar tantos males físicos quantos espirituais. O Sinal da Cruz, feito antes de iniciarmos as nossas orações nos predispõe a bem rezar.
Pelo Sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira Cruz na nossa testa nós estamos pedindo a Deus que proteja nossa mente dos maus pensamentos e mantenha nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio.
Livrai-nos Deus nosso Senhor: Com esta segunda Cruz sobre nossos lábios, estamos pedindo  que de nosso lábios só saiam palavras de louvor a Deus e que jamais digamos palavras para ofender o nosso  irmão.
Dos nossos inimigos: Essa terceira Cruz protege nosso coração contra os maus sentimentos e faz dele uma fonte inesgotável do amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo!

domingo, 8 de abril de 2012

Mensagem Bento XVI


Mensagem
Benção Urbi et Orbi
Praça de São Pedro
Domingo, 8 de abril de 2012



Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!

«Surrexit Christus, spes mea – Ressuscitou Cristo, minha esperança» (Sequência Pascal).

A todos vós chegue a voz jubilosa da Igreja, com as palavras que um antigo hino coloca nos lábios de Maria Madalena, a primeira que encontrou Jesus ressuscitado na manhã de Páscoa. Ela correu ao encontro dos outros discípulos e, emocionada, anunciou-lhes: «Vi o Senhor!» (Jo 20, 18). Hoje também nós, depois de termos atravessado o deserto da Quaresma e os dias dolorosos da Paixão, damos largas ao brado de vitória: «Ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente!»

Todo o cristão revive a experiência de Maria de Magdala. É um encontro que muda a vida: o encontro como um Homem único, que nos faz sentir toda a bondade e a verdade de Deus, que nos liberta do mal, não de modo superficial e passageiro mas liberta-nos radicalmente, cura-nos completamente e restitui-nos a nossa dignidade. Eis o motivo por que Madalena chama Jesus «minha esperança»: porque foi Ele que a fez renascer, que lhe deu um futuro novo, uma vida boa, liberta do mal. «Cristo minha esperança» significa que todo o meu desejo de bem encontra n’Ele uma possibilidade de realização: com Ele, posso esperar que a minha vida se torne boa e seja plena, eterna, porque é o próprio Deus que Se aproximou até ao ponto de entrar na nossa humanidade.

Entretanto Maria de Magdala, tal como os outros discípulos, teve de ver Jesus rejeitado pelos chefes do povo, preso, flagelado, condenado à morte e crucificado. Deve ter sido insuportável ver a Bondade em pessoa sujeita à maldade humana, a Verdade escarnecida pela mentira, a Misericórdia injuriada pela vingança. Com a morte de Jesus, parecia falir a esperança de quantos confiavam n’Ele. Mas esta fé nunca desfalece de todo: sobretudo no coração da Virgem Maria, a mãe de Jesus, a pequena chama continuou acesa e viva mesmo na escuridão da noite. A esperança, neste mundo, não pode deixar de contar com a dureza do mal. Não é apenas o muro da morte a criar-lhe dificuldade, mas também e mais ainda as aguilhoadas da inveja e do orgulho, da mentira e da violência. Jesus passou através desta trama mortal, para nos abrir a passagem para o Reino da vida. Houve um momento em que Jesus aparecia derrotado: as trevas invadiram a terra, o silêncio de Deus era total, a esperança parecia reduzida a uma palavra vã.

Mas eis que, ao alvorecer do dia depois do sábado, encontram vazio o sepulcro. Depois Jesus manifesta-Se a Madalena, às outras mulheres, aos discípulos. A fé renasce mais viva e mais forte do que nunca, e já invencível porque fundada sobre uma experiência decisiva: «Morte e vida combateram, / mas o Príncipe da vida / reina vivo após a morte». Os sinais da ressurreição atestam a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da misericórdia sobre a vingança: «Vi o túmulo de Cristo, / redivivo e glorioso; / vi os Anjos que o atestam, / e a mortalha com as vestes».

Amados irmãos e irmãs! Se Jesus ressuscitou, então – e só então – aconteceu algo de verdadeiramente novo, que muda a condição do homem e do mundo. Então Ele, Jesus, é alguém de quem nos podemos absolutamente fiar, confiando não apenas na sua mensagem mas n’Ele mesmo, porque o Ressuscitado não pertence ao passado, mas está presente e vivo hoje. Cristo é esperança e conforto de modo particular para as comunidades cristãs que mais são provadas com discriminações e perseguições por causa da fé. E, através da sua Igreja, está presente como força de esperança em cada situação humana de sofrimento e de injustiça.

Cristo Ressuscitado dê esperança ao Oriente Médio, para que todas as componentes étnicas, culturais e religiosas daquele Região colaborem para o bem comum e o respeito dos direitos humanos. De forma particular cesse, na Síria, o derramamento de sangue e adopte-se, sem demora, o caminho do respeito, do diálogo e da reconciliação, como é vivo desejo também da comunidade internacional. Os numerosos prófugos, originários de lá e necessitados de assistência humanitária, possam encontrar o acolhimento e a solidariedade que mitiguem as suas penosas tribulações. Que a vitória pascal encoraje o povo iraquiano a não poupar esforços para avançar no caminho da estabilidade e do progresso. Na Terra Santa, israelitas e palestinos retomem, com coragem, o processo de paz.

Vitorioso sobre o mal e sobre a morte, o Senhor sustente as comunidades cristãs do Continente Africano, conceda-lhes esperança para enfrentarem as dificuldades e torne-as obreiras de paz e artífices do progresso das sociedades a que pertencem.

Jesus Ressuscitado conforte as populações atribuladas do Corno de África e favoreça a sua reconciliação; ajude a Região dos Grandes Lagos, o Sudão e o Sudão do Sul, concedendo aos respectivos habitantes a força do perdão. Ao Mali, que atravessa um delicado momento político, Cristo Glorioso conceda paz e estabilidade. À Nigéria, que, nestes últimos tempos, foi palco de sangrentos ataques terroristas, a alegria pascal infunda as energias necessárias para retomar a construção duma sociedade pacífica e respeitadora da liberdade religiosa dos seus cidadãos.

Boa Páscoa para todos!



fonte:Canção Nova



sábado, 7 de abril de 2012

SÍMBOLOS PASCAIS






CÍRIO PASCAL

No sábado santo, à noite, celebra-se a VIGÍLIA PASCAL. É a cerimônia em que nos reunimos para esperar a ressurreição de Cristo. É durante essa celebração que se acende pela primeira vez, o novo Círio pascal.
O círio é uma vela grande e grossa, sobre a qual há duas letras do alfabeto grego – o alfa, que é a primeira letra, e o Omega, que é a ultima. Estas letras representam respectivamente, o principio e o fim, depois se cravam cinco grãos de incenso, que lembram as cinco chagas de Jesus, no círio pascal há ainda os quatro números do ano em que se realiza a celebração.


O FOGO NOVO

Este está intimamente ligado ao círio pascal. A celebração da páscoa do senhor começa com o transporte do círio pascal para fora da igreja. Ali o Padre e seus auxiliares acendem o círio com o fogo novo, isto é, com a chama que simboliza a luz de Cristo.
Esta é a verdadeira simbologia do fogo novo: ele representa o Cristo vivo, ardente, ressurgido da morte.
Enquanto o círio é aceso, toda a igreja permanece com as luzes apagadas e os fieis fazem silêncio, cada um com uma vela na mão. As luzes e velas apagadas representam as trevas, a morte à ausência do Cristo vivo.
O padre entra na igreja já carregando o círio aceso e o apresenta ao povo como a LUZ DE CRISTO. Aos poucos os fieis vão acendendo suas velas com o “fogo novo” do círio e toda igreja que fica iluminada por sua luz. Quando o sacerdote chega ao altar às luzes da igreja são acesas e tem inicio a celebração. 

A ÁGUA

Na celebração do Sábado, véspera da Páscoa, acontece a bênção da água que será utilizada nos batismos durante o ano. Para o cristianismo: Cristo é a verdadeira Água (Jo 4,9-15); a Água da vida que livra para sempre o homem do egoísmo e da maldade. O batismo é a resposta do ser humano à proposta de Deus. Por isso após a bênção da água se realiza a renovação das promessas batismais (Rm 6,1-11).


PÃO E VINHO

Foi na última ceia (Quinta-feira Santa), Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Transformados em seu Corpo e Sangue, foram oferecidos aos seus discípulos.


A CRUZ

Jesus que morreu na cruz para nos salvar, deu à humanidade mais uma lição de humildade: sendo Filho de Deus, que tudo pode, ele morreu da forma mais humilhante que havia em seu tempo.
A cruz nos recorda o sofrimento e a ressurreição de Jesus Cristo. Temos não somente um símbolo da Páscoa, mas um símbolo da fé católica, o sinal do cristão.  


O CORDEIRO

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, relembra o sacrifício realizado pelos israelitas no primeiro dia da Páscoa, como símbolo da libertação do Egito.



COELHOS

É o símbolo da fertilidade, são animais que reproduzem com facilidade e em quantidade. Representa, portanto, a capacidade da Igreja produzir novos discípulos e espalhar pelo mundo a mensagem de Cristo.


OVOS DE PÁSCOA

Simboliza uma nova vida. Vida que está para nascer. Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. A ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Triduo Pascal da Paixão e Ressurreição de Cristo!



"Se o grão de trigo, que cai na terra, não morre, fica sozinho; mas se morrer, produz muito fruto" (Jo 12,24).

Tríduo Pascal: começa na Quinta-feira Santa. São três dias santos em que a Igreja faz memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.


Quinta-feira Santa (manhã) acontece a Missa dos Santos Óleos. O óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.

Missa de Lava pés: acontece na Quinta-feira Santa à noite. O gesto de Cristo em lavar os pés dos seus companheiros deve despertar a humildade e respeito com os outros. Neste dia, faz-se memória à Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio. Ainda na quinta-feira, o altar é despido para tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus. Cristo; sua vitória sobre a morte.





Sexta-feira Santa, celebração e adoração da Cruz: dia de Jejum e abstinência de carne vermelha.  

Sábado Santo - Missa da Vigília Pascal: nesta celebração é anunciado a Ressurreição de Cristo.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Senhor dos Passos e Senhora das Dores


Quarta Feira Santa - Procissão do Encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores


Dentro da Semana Santa, também chamada de “A Grande Semana”, em muitas paróquias, especialmente no interior, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” entre: o Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores.


Os homens saem de uma igreja com a imagem de Nosso Senhor dos Passos e as mulheres saem de outra igreja com Nossa Senhora das Dores. Acontece então o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre, então, proclama o célebre Sermão das Sete Palavras, que na verdade são sete frases:

1. Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.
(Lc 23,34 a);

2. Hoje estarás comigo no paraíso.
(Lc 23,43);

3. Mulher eis aí o teu filho, filho eis aí a tua mãe.
 (Jo 19,26-27);

4. Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?! 

(Mc 15,34);

5. Tenho sede.
 (Jo 19,28 b);

6. Tudo está consumado.
 (Jo 19,30 a);

7. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.
(Lc 23,46 b).



O sacerdote, diante das imagens, faz uma reflexão com estas frases, chamando o povo à conversão e à penitência. O silêncio é grande, já que a imagem de Nosso Senhor dos Passos mostra-o coma cruz às costas. É tudo isso que vivemos neste tempo de profunda reflexão. Nossa fé é pascal, passa pelo sofrimento, morte e ressurreição do Senhor. (fonte: texto Canção Nova)


sábado, 31 de março de 2012

Subir o monte das Oliveiras com Jesus!


Após a quaresma entramos na Semana Santa, período em que vivenciamos os últimos dias da vida terrena de Cristo, são dias de profunda espiritualidade, com suas celebrações, procissões, momentos de oração, meditação e adoração. Acompanhamos a via dolorosa de Cristo para o Calvário de perto vivendo e sentindo com Ele os mistérios da sua paixão, morte e ressurreição. A Semana Santa tem início no domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Ressurreição, data mais importante para nós cristãos, e Deus continua a nos pedir conversão e mudança de vida, ainda está em tempo!


segunda-feira, 26 de março de 2012

Faça-se em mim segundo a Sua Palavra

Hoje celebramos a anunciação do anjo à Nossa Senhora

No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela. (Lucas 1, 26-38)


Rezemos ao Senhor para que caminhando com  Nossa Senhora mãe de Jesus e nossa mãe, possamos estar vigilantes na oração e desta forma imitá-la dizendo sim ao plano de amor e salvação que Deus apresenta  para cada um de nós a todo momento.