segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A HISTÓRIA DO LÁPIS



Conta-se que um menino olhava sua avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

– Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? É sobre mim?

A avó sorriu e disse:

– Estou escrevendo sobre você, sim. Porém, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele quando crescesse.

O menino olhou para o lápis e não viu nada de especial.

– Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

– Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se conseguir mantê-las, o farão uma pessoa feliz. Com toda a sabedoria, a avó enumerou então as seguintes qualidades:

1) Você pode fazer grandes coisas, mas nunca deve esquecer que há uma mão que guia seus passos. Esta mão é Deus e Ele deve sempre conduzi-lo conforme Sua vontade;

2) De vez em quando preciso usar o apontador. O lápis sofre um pouco, mas no final está mais afiado. Por isso, saiba suportar algumas dores, pois elas o farão uma pessoa melhor.

3) O lápis permite que eu use uma borracha para apagar o que está errado. Corrigir algo que fizemos é importante para nos manter no caminho da justiça.

4) O que realmente importa no lápis não é a sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Sempre cuide do seu interior.

5) Finalmente, o lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços. Então procure ser consciente em cada ação.


Autoria de Paulo Coelho

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Carroça Vazia

Certa manhã bem cedo, o meu pai convidou-me para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Aceitei com grande alegria e lá fomos nós, humedecendo os nossos sapatos com o orvalho da relva.
Ele parou em numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou- me:

- Está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?

Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.

- Isso mesmo - disse ele. É uma carroça vazia. Sabe porquê?

- Não, respondi intrigado.

Então, o meu pai colocou a mão no ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos e disse:

- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar. Tornei-me adulto. E, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa, ou quando eu mesmo, por distração, me vejo prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de estar a ouvir a voz do meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:

- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!



Autor: desconhecido

domingo, 5 de junho de 2016

Efeitos do batismo

Existe uma lenda que poderá nos ajudar a entender a eficácia do Sacramento do Batismo.
Havia um rei que tinha grande amor a seu povo. Muitas vezes, saía sozinho visitando os diversos arredores da cidade, a fim de ver o que se passava com seu súditos. Uma tarde, passando por um bairro bastante pobre, encontrou um menino esfarrapado, macilento, coberto de chagas e com uma grande mancha negra na testa. Era um defeito de nascença. O rei, penalizado, aproximou-se da criança e lhe disse:
- Como se chamas?
- Eu não tenho nome - respondeu a criança.
- Como não tens nome? Quem são os teus pais?
- Eu não tenho pai nem mãe.
- Onde moras então? Onde dormes, te abrigas da chuva e da tempestade?
- Não tenho casa. Me abrigo embaixo das pontes ou das garagens de ônibus.
- Mas afinal de que te alimentas?
- Eu vivo dos restos que me dão.
O rei, profundamente impressionado ,tomou o menino pela mão e lhe disse:
- Venha comigo. De hoje em diante, terá pai e mãe, casa para morar e tudo quanto precisar para ser feliz.
Ao chegar no palácio real, entrou em seus aposentos e, chamando a esposa, entregou-lhe o menino, dizendo:
- Aqui trago mais um filho. É preciso dar-lhe um bom banho, vesti-lo com o traje real, curar-lhe as feridas e alimenta-lo bem, pois está muito fraco. Ele terá os mesmos direitos de usar o nosso nome e poderá sentar-se à nossa mesa. Receberá uma aprimorada educação e terá direito à herança.
O menino pobre foi lavado, recebeu as vestes reais, curou-se das feridas e foi introduzido na família real. A fim de que todos soubessem que era seu filho, o rei mandou fazer uma cirurgia plástica para tirar-lhe a mancha negra da testa e gravar-lhe na fronte o sobrenome da família real. Porém, fez-lhe certas exigências:
- Você será considerado meu filho somente se for digno do nome que recebeu, isto é, se te comportares como filho do rei. Caso contrário, perderá todos os direitos.
A criança cresceu usufruindo todos os direitos e regalias que o pai lhe proporcionava. Porém, quando chegou à juventude, começou a trilhar maus caminhos. Abandonou a casa paterna e tornou-se ladrão e usuário de drogas, chegando a cometer crimes que o levaram à prisão e até a condenação à morte.
Na prisão, os prisioneiros zombavam dele, dizendo:
- Tu, o filho do rei, na prisão? Nós caímos aqui porque somos uns pobres miseráveis. Nunca tivemos quem nos ensinasse a andar pelo caminho do bem. Mas você, que tinha tudo o que queria que recebeu uma ótima educação, como pode chegar a ser condenado como nós? Isto é muito vergonhoso!
O filho unigênito do rei, compadecendo-se do seu irmão, que tanto amava, ofereceu-se para ir à prisão em seu lugar e dar a vida por ele. O pai, que também tinha um grande amor a este filho adotivo, deu o seu consentimento. E assim se fez: o filho do rei deu a sua vida pela vida do irmão. Por isso o pai o glorificou.
Esta lenda nada mais é do que um símbolo de nossa história pessoal. Nesse caso, o que significam os vários personagens e os diversos elementos dessa lenda?
- Deus é o rei, o Pai de toda misericórdia, que se compadece da miséria humana.
- Cristo é o filho único do rei. Ele se oferece ao Pai para dar a própria vida por seus irmãos.
- O menino pobre somos nós que fomos salvos por Jesus.
- A mancha que a criança trazia na fronte é o pecado original com o qual nascemos manchados na alma.
- O nome que o Pai imprimiu em nós foi o nome de Cristão, que nos identifica como FILHOS DE DEUS.
- As chagas que foram curadas são os pecados pessoais daqueles que se batizam adultos, esses são apagados pela água batismal.
- A família que passamos a pertencer é a grande família dos filhos de Deus. - A Igreja.
- A mãe que recebemos é Maria, a Mãe de Deus, Mãe da Igreja e, portanto, Nossa Mãe.
- A veste real é a veste da graça santificante, que é a vida divina, habitação da Santíssima Trindade em nós.
- O banquete que somos convidados a participar é o Banquete Eucarístico.
O Batismo também nos dá diversos direitos:
- A recepção dos demais Sacramentos;
- A participação de todos os bens espirituais da Igreja;
- A herança de Deus, que é a Vida Eterna.
Quão grande é a nossa dignidade. Somos filhos e filhas do Rei e da Rainha do Universo. Assim, temos todos os direitos de filhos, especialmente a participação da natureza, da vida do próprio Deus.
Aquele, porém, era filho do Rei perante o mundo, mas em suas veias não corria sangue real, enquanto em nós, pelo Batismo, fomos mais elevados do que ele, pois em nossa alma e em nosso coração, circula a vida do Rei do Céu e da Terra. Somos da Família Real, por isso não devemos nos deixar levar por sentimentos de inferioridade.
Eis o nosso maior tesouro: o próprio Jesus nos ensinou a chamar Deus de Pai pela oração do "Pai-Nosso". Essa oração deveria fazer pulsar com intenso amor os nossos corações de Filhos de Deus.

fonte:Site Catequisar

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Baixada Santista realiza exposição em homenagem a MADRE TERESA


Evento realizado em Santos e em São Vicente a partir de 3 de abril.
Mostra será coordenada pela Ordem Madre Teresa de Calcutá.

A Diocese de Santos, no litoral de São Paulo, recebe, a partir do dia 3 de abril, a exposição “Madre Teresa de Calcutá – vida, mensagem e espiritualidade”.

A mostra é coordenada pela Ordem Madre Teresa de Calcutá.

Os visitantes que comparecerem à exposição poderão ver fotos da madre, além de cartas, manuscritos e uma réplica do quarto onde viveu. Ela será canonizada em 4 de setembro. Além disso, um filme sobre sua obra também será exibido.

A exposição é gratuita e acontece nos shoppings Miramar, em Santos, de 3 de abril a 1 de maio, com novas mostras, em 6 e 29 de maio, no Brisamar, em São Vicente.

http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2016/03/baixada-santista-recebera-exposicao-em-homenagem-madre-tereza.html

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Ano Santo da Misericórdia, vamos perdoar?

O Papa Francisco afirma que o Senhor perdoa-nos sempre e tem um coração de misericórdia para todos:

“Ele, nunca se cansa de perdoar, mas nós, por vezes, cansamo-nos de pedir perdão. Nunca nos cansemos, nunca nos cansemos! Ele é o Pai amoroso que perdoa sempre, que tem um coração de misericórdia para todos nós. E também nós aprendamos a ser misericordiosos para com todos.” 

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 Dez Regras Para Pôr Fim ao Ressentimento e perdoar
1.   Quando alguém o magoa, ponha "iodo espiritual" na ferida imediatamente. Isto é, reze fervorosamente, caso contrário poderá ocorrer uma infecção.
2.       Se o ressentimento o tornou duro em seus pensamentos, aplique dreno nos agravos. Isto é, abra o seu coração para deixar que os agravos se encaminhem para fora dele.
3.       Faça isso desabafando o peso de suas queixas com um conselheiro de confiança, ou escreva uma carta à pessoa pela qual tem ressentimento. Depois, rasgue a carta e, com os pedaços de papel na mão, reze por aquela pessoa, perdoando-a.
4.       Tenha consciência do mal que o ressentimento lhe pode fazer, deixando até doente. Pense nisso toda vez em que um pensamento de ódio o assaltar.
5.       Não cesse de perdoar, mesmo tendo-o feito uma ou duas vezes. Faça isso, setenta vezes sete ou quatrocentas e noventa vezes…
6.       Pensar em perdoar não é o bastante. Deve chegar um momento específico no qual dirá: "Com a ajuda de Deus eu agora perdoo…".
7.       Repita o Pai Nosso, colocando nele o nome daquele que o ofendeu: "Perdoa-me minhas ofensas, assim como eu perdoo…"
8.       Reze pela outra pessoa, pedindo para ela bênçãos específicas, especialmente em relação a assuntos que previamente mais o aborreceram.
9.       Fale de maneira bondosa e agradável, tão frequentemente quanto possível, sobre  pessoa com a qual mantém diferenças.
10.    Faça um estudo sincero dos fatores que criaram tão infeliz relacionamento, de forma que o "ponto errado" que existe em você nunca mais se manifeste.

Moral da história: Permita que Jesus transforme a sua vida através do perdão. Seja canal de Graça Divina e, para que isso aconteça, basta você abrir o coração e deixar que Deus restaure por completo a sua vida, e faça de você uma verdadeira testemunha do Seu Amor e da Sua Misericórdia…



Momento de Fé ( As Melhores Histórias)
Padre Marcelo Rossi


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A importância do perdão - o saco de carvão

O pequeno Zeca entra em  casa, batendo os pés no assoalho com força. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, chama o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito isso comigo. Desejo tudo de ruim pra ele, quero matar esse cara.
Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na  frente dos meus amigos. Não aceito isso! Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir para a escola.
O pai escuta tudo calado, enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou calado. Zeca vê o saco ser aberto e, antes mesmo que pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que  aquela  camisa  limpinha  que  está secando no varal  é o seu amigo Juca, e  que cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele.
Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço.  Depois eu volto para ver como ficou.
O menino encarou como uma brincadeira e pôs as mãos à obra. O varal com a camisa estava longe, e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora depois terminou a tarefa. O pai, retorna e lhe pergunta: - Filho, como está se sentindo agora?
- Cansado mas  alegre. Acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que não entendeu a razão daquela brincadeira, e com carinho lhe diz:
- Venha comigo até meu quarto, pois quero mostrar-lhe uma coisa.
Lá o menino é colocado diante de um espelho, onde vê todo o seu corpo.
- Que susto!  Disse o menino, enxergando apenas seus dentes e olhos.
O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho,você viu que a camisa no varal quase não ficou suja, mas olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos  atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

·          
Autores: Dom Itamar Viana e Frei Aldo Colombo

domingo, 24 de janeiro de 2016

A conversão do Apóstolo São Paulo

Naqueles dias, Paulo disse ao povo: “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. Persegui até à morte os que seguiam este Caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. Disso são minhas testemunhas o Sumo Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá, a fim de prender todos os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados. Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco, ali te explicarão tudo o que deves fazer’. Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros. Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à Lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. Ele, então, me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. Porque tu serás a sua testemunha diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele!’”.

Liturgia diária - Atos 22,3-16
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